Patrícia Lemos: bolsas, tapetes e mantas de trapos
Na freguesia de S. Miguel da Carreira, em Barcelos, nem todas as mulheres saberão falar francês ou tocar piano – haverá, porventura, quem não saiba escrever o próprio nome – mas quase todas sabem bordar ou tecer. Não ter adquirido essa virtude por privilégio de nascimento também não é fatalidade.
Que o diga a menina Patrícia Lemos, moça na casa dos 20 anos, que conheceu um moçoilo daquelas bandas e por ali se instalou. Logo quis uma anciã vizinha ensinar-lhe, entre outras artes, as técnicas de tecelagem que por ali se aprendem desde o berço.
E não é que a cachopa tem mão para coisa? Ganhou-lhe o gosto, armou-se Penélope e agora é vê-la aviar encomendas com os farrapos desaproveitados nas fábricas têxteis ali em roda: tapetes, mantas, sacos de praia, sacos de mão, sacos de tiracolo. O que ao freguês aprouver...
A menina logo lhe dirá se há farrapo disponível na cor pretendida e em quantidade suficiente. Não havendo, não faltarão alternativas.
É que trapos, tal como chapéus, há muuuuitos!
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