Olá freguês!

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'Os últimos dias do vime', no New York Times

24 de Agosto de 2017 Nenhum comentário


© Danilo Scarpati, via NYT


Pois tínhamos nós aqui publicado um programa de leitura para as férias, a partir de artigos de imprensa centrados no artesanato e na revalorização das artes e ofícios tradicionais, e nesse mesmo dia publica o New York Times um artigo, que muito nos aprouve ler, sobre a cestaria tradicional e sobre as oficinas que continuam a fazer mobiliário em vime, empregando técnicas milenares, já em uso na civilização egípcia. Chama-se ‘Os últimos dias do Vime’, este artigo do NYT.


Parece, à primeira vista, a crónica de uma morte anunciada, mas talvez não seja assim. O interesse crescente do segmento do luxo na mestria artesanal tem assegurado a sobrevivência dos pequenos ateliers de cestaria, quase sempre negócios familiares em funcionamento numa parte da própria habitação. E quem sabe se agora, que a cestaria parece estar a tornar-se um ofício sexy, não atrai mais aprendizes …


Vale muito a pena ler este artigo, apesar da imperdoável omissão da cestaria portuguesa.

Recomendações de leitura (rápidas) para as férias

15 de Agosto de 2017 Nenhum comentário

Imagem via Expresso. Direitos Reservados.


O país vai a banhos em Agosto e é entre os mergulhos no mar que muitos portugueses mergulham nas leituras.

Para quem ainda não fechou a lista, deixamos algumas recomendações de leituras sobre artesanato e artesãos (what else?), um assunto que parece ter, finalmente, despertado a atenção da imprensa.

São leituras light – breves, de fácil digestão – para que possa rapidamente voltar a mergulhar ;)

Júlia Côta: uma vida a olhar pró boneco

4 de Maio de 2017 Nenhum comentário

Julia Cota


Há uma semana, a jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho contava-nos, na sua crónica semanal na Antena 1, as suas impressões de Guiné-Bissau, onde estava à data desse relato. O que mais a impressionou, relatou, foram as cores que as mulheres vestem, de uma riqueza tal que parecem desafiar a pobreza que insiste em revelar-se no pé descalço, da cor da terra vermelha de Bissau.


De onde saíram estes panos? De onde saem, quem os sonha? Este amarelo gema, amarelo sol, amarelo canário, laranjas, laranjas, azuis vibrantes, violetas e roxos, vermelhos-sangue, verdes-relva e esmeralda. E as formas que estas cores tomam?” – interrogava a cronista.


Ouvimos este relato e logo nos vêm à ideia as bonecas de Júlia Côta, que tal como as vendedoras de amendoim em Bissau, parece que “todos os dias vestem de festa”. Também as bonecas retratam “mulheres pobres num país pobre”. Falamos da mulher portuguesa do Minho rural da primeira metade do século XX. Na interpretação de Júlia Côta, documentadamente colada à realidade, também elas carregam à cabeça ou nos braços os haveres – sacos, alguidares, embrulhos, animais ou filhos. E não obstante a pobreza, alguém sonhou estes panos e estas cores.
Quem sonhou estes vestidos, os das bonecas, foi Júlia Côta, que é justamente uma das maiores representantes do Figurado de Barcelos.

Agora também representada no nosso catálogo online.

Posted in: Feira de Barcelos

RTP disponibiliza reportagem de 1968 com Rosa Ramalho

8 de Março de 2017 Nenhum comentário

A RTP acaba de disponibilizar online um arquivo com mais de 6000 peças produzidas para rádio e televisão desde 1936.


Dos milhares de bons motivos por que vale a pena perder-se a navegar por este acervo, destacamos um que nos é particularmente querido: é uma reportagem de 1968 com a ceramista Rosa Ramalho, já então com 80 anos (viria a falecer em 1977) – uma personalidade de “sensibilidade inquieta”, como faz notar o repórter, e que é ainda hoje considerada um vulto maior da arte popular portuguesa e do figurado de Barcelos, em particular.

Como obter a Carta de artesão ou unidade produtiva artesanal?

10 de Novembro de 2016 Nenhum comentário

Como obter a carta de artesão
“Como obter a Carta de artesão ou unidade produtiva artesanal?”
Quarta-feira, 16 Novembro | 17h00-18h30 | Centro de Incubação e Aceleração de Gondomar

 

O estatuto do artesão e da unidade produtiva artesanal e os apoios do IEFP ao artesanato, no âmbito do programa 'Artes e Ofícios', são os temas em debate nesta sessão de esclarecimento gratuita, organizada pela ANJE.

O objetivo é partilhar com os novos artesãos e profissionais em exercício os benefícios inerentes à obtenção da carta de artesão ou unidade produtiva artesanal.

 

Vilar de Mouros: literatura para festivaleiros (e não só!)

25 de Agosto de 2016 Nenhum comentário

A Fábrica de Louça de Vilar de Mouros

Pormenor da capa do livro "A Fábrica de Louça de Vilar de Mouros (CIRV e Câmara Municipal de Caminha, 2016). Créditos da imagem: goo.gl/nc3Y9f

 

Vilar de Mouros não é conhecida apenas pelo Festival. A vila e a fábrica de louça que nela se fundou no século XIX, integram o roteiro de estudo da faiança portuguesa.


Da história da "única fábrica de louça branca de todo o distrito [de Viana do Castelo]", meritosamente reconstituída na obra A Fábrica de Louça de Vilar de Mouros*, permitimo-nos reproduzir a seguinte passagem, que bem ilustra a dimensão humana do trabalho artesanal.

 

Direito de brincar

29 de Maio de 2016 Nenhum comentário

Pormenor de azulejo no Palácio do Correio-Mor, em Loures. Fonte: Old Portuguese Stuff.

 

Do blog Old Portuguese Stuff chegam-nos imagens de curiosos azulejos do Palácio do Correio-Mor, em Loures, datados do século XVIII, que retratam crianças a brincar – aliás, crianças a brincar umas com as outras.

 

Por ocasião do Dia da Criança, instituído pela ONU para assinalar os direitos fundamentais das crianças, vêm muito a preceito estas imagens que não só nos lembram que brincar é um direito fundamental, como também recordam como é que se brincava antes de os gadgets electrónicos assumirem o papel de interlocutor quase exclusivo.

Heaven, Hell and Somewhere In Between: Portuguese Popular Art*

19 de Setembro de 2015 Nenhum comentário

'Virtudes' da artesã barcelense Júlia Ramalho


*Céu, Inferno e algures entre os dois: a arte popular portuguesa é o nome da exposição que o Museu de Antropologia da Universidade da Colúmbia Britânica (MOA), no Canadá, tem patente até ao dia 12 de Outubro de 2015.

O artesanato de Barcelos está muito bem representado nesta mostra, que reúne cerca de 300 trabalhos de artistas e artesãos portugueses.

A Virgem Maria de Laurinda Pias, as Virtudes de Júlia Ramalho e os Diabos de Nelson Oliveira são algumas das peças que inspiraram a temática da exposição, assente na dualidade sagrado e o profano, sempre presente no figurado de Barcelos.

De Espanha também vêm bons pensamentos! Dicas para utilizar andorinhas em projectos de decoração.

13 de Junho de 2015 Nenhum comentário

Andorinhas de cerâmica pretas e brancas


De Espanha nem sempre vêm bons ventos, já se sabe, mas às vezes vêm bons pensamentos.

É o caso destas dicas de decoração, da dupla madrilena RdeRoom, especializada em arquitectura de interiores, que se rendeu aos encantos das nossas andorinhas de cerâmica e lhes dedicou um artigo.


Como usar? De que forma? Em que zonas da casa?


Respostas a todas estas perguntas nas linhas que seguem, em que arriscamos uma tradução do artigo redigido por esta dupla de especialistas "As andorinhas pretas estão na Moda!" (Las golondrinas negras de la moda, no original).

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Santos Populares 2015

13 de Junho de 2015 Nenhum comentário