Olá freguês!

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Santos Populares 2015

13 de Junho de 2015 Nenhum comentário

Dá cá aquela palha!

20 de Maio de 2015 Nenhum comentário

Chapéus de palha


Aos nossos seguidores mais fiéis não terá escapado a entrada em catálogo de um produto há muito procurado: os tradicionais chapéus de palha de centeio.


Chapéus de variadas forma e para diferentes finalidades: de abas largas, de abas curtas, de copa alta, de copa baixa.


Os nomes por que ficaram popularmente conhecidos derivam ora da forma, ora da origem ou do uso que se lhes atribuiu: Travessão, o chapéu de abas muito largas, usado pelas lavradeiras nas longas jornadas de exposição ao sol; Tirolês, o chapéu masculino de passeio, reprodução do modelo alpino; Tonico, inspirado na personagem da telenovela 'Gabriela, Carvo e Canela'; Vaso, o chapéu de senhora de abas curtas e copa em forma de V invertido; Capelina, o chapéu de copa quadrangular.


Qual é o seu favorito?



Adufe: dos Mouros a Salazar

21 de Março de 2015 Nenhum comentário

Adufes ou pandeiros rectangulares


O adufe entrou na Península Ibérica na Idade Média, crê-se que por via da ocupação islâmica, tendo origem etimológica precisamente no termo duff, que designa os instrumentos membranofones vulgarmente conhecidos como pandeiros.

Após um período de declínio, que quase ditou a sua extinção da cultura popular portuguesa, é durante a vigência do Estado Novo que o adufe ressurge como “instrumento de apreço nacional”, muito graças à iniciativa do Secretariado de Propaganda Nacional que institui a ruralidade como um valor nacional a preservar, por oposição à natureza desvirtuosa das cidades e à sua influência nociva sobre a moral e os bons costumes. Opera-se então um levantamento do repertório cultural tradicional e um fomento da produção etnográfica, que resgatou o adufe do esquecimento e o colocou no pódio da iconografia nacional, a par de outros símbolos da portugalidade como o galo de Barcelos e os lenços de Viana.

Nada de novo debaixo do sol?

4 de Fevereiro de 2015 Nenhum comentário

Twist Bench, 2009. Feito em coro cozido por Simon Hasan para a Johnson Trading Gallery, Nova York. Imagem obtida a partir do site pessoal de Simon Hasan.

 

Se em determinados estágios da história parece assistir-se a uma demarcação estética em relação àquilo que é tradicional – como se vigorasse a ideia de que a evolução e o progresso residem na ruptura com o já conquistado e adquirido – cedo ou tarde se regressa ao ponto de partida e à exploração das velhas técnicas ancestrais.


Afinal de contas, é nesta dialéctica que parece acontecer a inovação.


Na edição corrente da revista Milk Decoration (Dez 14 – Fev 15), uma publicação francesa de decoração e design contemporâneo, encontramos dois exemplos desse eterno retorno às técnicas e saberes artesanais, pela voz de dois artistas e designers com projeção internacional.

Cá se fazem, os socos.

17 de Janeiro de 2015 Nenhum comentário

Socos ou tamancos do Minho


Entre nós, os tamancos subsistem quase exclusivamente como um objecto de folclore. A escassa procura é, quase sempre, motivada por eventos folclóricos: ranchos, recriações teatrais, um certo saudosismo e circunstâncias afins.  E se têm surgido algumas marcas e modelos de calçado obviamente inspiradas nos tamancos, ainda não assistimos à valorização dos próprios, no seu formato original, como uma opção para uso quotidiano.

 

Não é o caso da Robin, uma designer americana radicada em Londres, onde trabalha como redactora para algumas publicações de Moda & Life Style, como a Teen Vogue e outras. Por curiosidade natural e por razões profissionais, a Robin anda numa procura permanente por artigos interessantes e diferenciados. Os nossos socos parecem ter-lhe enchido as medidas, como relata no seu blog, Second Floor Flat:

Confortáveis, de óptima qualidade e completamente fabricadas à mão. E super baratos! Se procuras uns socos, tens de visitar a Feira de Barcelos.

Muitos anos de vida!

22 de Dezembro de 2014 Nenhum comentário


O Natal está à porta, mas hoje não é do Natal que falamos. Hoje, o assunto não pode ser outro senão os imponentes 82 anos que celebra o nosso amigo Fernando da Cunha Ferreira, dos Cobres Cunha – seguramente a casa mais emblemática da cidade de Barcelos. Um postal ilustrado em tamanho real.

E o anfitrião é daqueles à moda antiga. É um gosto passar à porta só para dar um 'Viva' e receber o seu cumprimento sempre afável.

Hoje, se puder, não deixe de passar no nº 8 da Rua da Madalena para lhe dar os Parabéns. Não precisa de ter os alambiques ou cataplanas por pretexto. Ali, é sempre bem-vindo quem vai por bem.

 

A habilidade é do artista!

18 de Dezembro de 2014 Nenhum comentário

Imagem via Jornal Público


Assim diz o povo, que muito sabe...

Vem isto a propósito da notícia da escultura que a artista plástica Joana Vasconcelos concebeu como símbolo da relação entre Portugal e o Brasil, no âmbito das Comemorações dos 450 anos da cidade do Rio: um galo de Barcelos gigante, com cerca de 7 metros de altura.


A artista justifica a escolha pelo facto de o galo de Barcelos ser “um dos símbolos inegáveis da cultura portuguesa". Assim é.

O que não é tanto assim é a “redescoberta deste marco da cultura popular“ pela artista, como querem fazer crer algumas vozes que a esse propósito se têm pronunciado.

Ninguém disse “o rei vai nu”.

[Recortes] A roca e o fuso

23 de Novembro de 2014 Nenhum comentário

"(...) e ao mesmo tempo olhava cheio de deslumbramento os dedos da Mãe, que, alvos de neve, fiavam linho. E tanto se encheu da imagem do pintassilgo, tanto olhou a roca, o fuso, e aqueles dedos destros e maravilhosos, que daí a pouco deixou cair a cabeça tonta de sono no regaço virgem da Mãe."

 

Jesus, in 'Os Bichos', Miguel Torga.


Obra parada

23 de Novembro de 2014 Nenhum comentário

© Tiago Perestrelo


"Há alguns anos a Camacha era muito conhecida tanto na ilha [da Madeira] como fora dela, pela qualidade da sua obra de vimes. Esta indústria de artesanato era próspera e empregava alguma da população local. Num passado recente, devido ao envelhecimento dos seus executantes e também ao aparecimento de materiais parecidos ao vime e mais baratos, esta indústria sofreu um tombo gigantesco".


Quem o diz é Tiago Perestrelo, que cresceu na Camacha, "entre fardos de vime e pessoas que dedicaram a sua vida a essa arte", e é autor da série fotográfica «Vimes», em exposição na Casa da Cultura de Santa Cruz, na Madeira, até 14 de Janeiro de 2015.

Ubigo - Mother made. Para os meninos da mamã!

15 de Novembro de 2014 Nenhum comentário

U'bigo - Mother Made Imagem: © Ubigo – Mother Made


A Ubigo - Mother made é uma marca de alcofas e enxovais para bebé que nos é particularmente querida.

Primeiro, pelo primor das suas criações, pensadas com o detalhe e o carinho de Mãe: os lençóis, as mantas, as colchas, os lacinhos, os versos bordados, os estampados.


Do pensar ao fazer vai um grande caminho, mas a Mãe deste projecto não deixa nada por mãos alheias. Ela sonha, ela faz! Tudo feito com materiais naturais, como o algodão, a lã, o linho e com recursos a técnicas tradicionais, como o crochet, o patchwork e os bordados dos lenços de namorados.


Seriam razões bastantes para nos rendermos aos encantos de um projecto assim, mas há que dizê-lo: isto também mexe com o nosso próprio u'bigo. É daqui que saem as alcofas de verga antes de serem transormadas em ninhos tão acolhedores como a própria barriguinha da mãe. E isso deixa-nos, naturalmente, babados...