Olá freguês!

Maio 2013

Gaba-te cesta!

29 de Maio de 2013 Nenhum comentário


No tempo em que o piquenique na beira da estrada era um passatempo nacional, era nas cestas de junco que se fazia transportar o frango assado, a garrafa de tinto e a toalhinha de motivos folclóricos.


A Vila de Forjães concentrava então a produção nacional de cestas de junco. E a coisa dava que fazer a meia freguesia! Agora, sobram os dedos de uma mãos se contarmos os que ainda o fazem...


Andámos uns dias por aquelas bandas, à procura de quem ainda mantém vivo o ofício. Quando parecia que a última guardiã da arte já tinha mudado de poiso, eis que a actividade ressurge pelas mãos de uma antiga aprendiz, Maria do Carmo que, aliás, acaba de ser distinguida pela Câmara Municipal como a artesã do mês.

 

 

Cobres Cunha: linhagem de caldeireiros

18 de Maio de 2013 Nenhum comentário


Hoje deu-nos para ir vasculhar memórias de uma das casas mais emblemáticas de Barcelos.
Quem nunca teve vontade de ver o que há para lá da velha fachada que todos os dias se veste de cobre, como que a lembrar que nem todas as vontades mudam com os tempo?


Pois bem, lá entrámos e foi com um misto de prazer e pudor que abrimos o livro de assentos do fundador desta linhagem de mestres caldeireiros e dali extraímos pedaços descontextualizados de outras vidas: pela letra aprumada de Manoel da Cunha Ferreira soubemos dos deves e haveres da clientela, desde 1910 até 1932.


Pelos retratos emoldurados na parede e pela papelada amarelada guardada no exíguo quartinho ao lado da oficina, soubemos de outras tantas personagens e histórias – sobretudo do filho daquele, João da Cunha Ferreira, que em 1932 abre as portas do nº 8 da rua da madalena, em Barcelos. E o que não soubemos pelos retratos, pelos recortes e pelos cadernos de notas, fizeram o filho e neto deste o favor de nos contar.



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Galo de Barcelos na Colômbia profunda

12 de Maio de 2013 Nenhum comentário

"Que se encontra um português nos locais mais inóspitos do mundo é uma verdade indesmentível.

Mas encontrar seis galos de Barcelos numa fazenda de café no chamado eixo cafeteiro, no centro da Colômbia, é algo que não será muito comum.

Aconteceu na Fazenda Veneza, propriedade não de portugueses nem de italianos, mas sim de colombianos e a história é simples: os proprietários da fazenda viajavam por Portugal e ao passarem por Barcelos ficaram maravilhados com a figura e a lenda associada ao galo lá da terra. Vai daí, encomendaram um galo de Barcelos que funciona como uma rosa dos ventos e colocaram-no de forma bem visível na propriedade.

E levaram mais cinco miniaturas de tamanhos diferentes, que colocaram na cozinha do hotel."

Expresso Economia (11 de Maio de 2013), p. 2

 

 

"Os paus, uns nascem para santos, outros para tamancos"

11 de Maio de 2013 Nenhum comentário


Tudo começou no Facebook, onde a D. Joaquina Torres comentou a imagem de uma banca de socos: “Olha os socos, parte do meu trabalho”. Sem perceber nada, quisemos saber tudo e logo ali ficou concertada uma visita à oficina onde ela e o marido, o sr. Joaquim, mantêm vivo um ofício em extinção.

São pauzeiros. Da madeira de amieiro, conhecida pela leveza e resistência à água, fazem os “paus”, como se chamam as solas de madeira onde um dia um tamanqueiro há-de pregar o couro e, assim, compor o típico calçado rural do Douro e Minho d’antigamente – os socos ou tamancos.


Os dois produzem ali cerca de 30 pares de solas por dia – quase nada, comparado com os quase mil pares que saíam diariamente da fábrica de paus de que, em tempos, o Joaquim foi sócio.

 

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