Olá freguês!

Novembro 2013

Cestaria Alvarinho: quatro mãos não chegam!

25 de Novembro de 2013 Nenhum comentário

Cestos de Lenha da Cestaria Alvarinho


Atirados ao sol, no quintal das traseiras, os cestos de lenha fazem adivinhar a vontade de lareira que já acomete a freguesia, nestes últimos dias de Outono. No ar, paira ainda o cheiro de verniz que uma tarde de sol não secou completamente.

Foi com a mulher que diligenciámos a visita, mas é ao homem que cabem as honras da casa. Era ainda madrugada quando a Júlia abalou, no camião atravancado de obra, rumo à feira dos Domingos.

A recepção amistosa não disfarça o nervoso miudinho. É que o tempo escasseia. São 400 cestos para entregar até ao final da semana e as mãos são só duas. Não em rigor, verdade seja dita. O mais velho já ajuda na oficina, mas o tempo corre veloz e as mãos são sempre poucas.

Pois não o façamos perder tempo. Uma visita rápida à oficina e duas de treta, com a promessa de retorno.

Mas não se inquiete o leitor, que a pergunta não ficou pendurada. Não, este Alvarinho nada tem que ver com o vinho verde – excepção devida aos cestos das vindimas… Este é só um caso de baptismo popular. É do lado da mulher que vem o nome e o ofício. O avô era Álvaro, “Alvarinhos” ficaram os filhos e netos e quem mais se lhes uniu. Não são precisas mais indicações. Na freguesia de Silveiros, quem tem boca vai lá ter.

 

Mais sobre a Cestaria Alvarinho

Outros cesteiros

 

O cobre está de volta!

15 de Novembro de 2013 Nenhum comentário

Acessórios Eclectic, de Tom Dixon

©‎ Caras Decoração / Impresa


De uma edição recente da CARAS Decoração chegam-nos ecos de um movimento de redescoberta do cobre que ganha forma nos ateliers e nas lojas IN do Norte da Europa. De Londres a Copenhaga, o “novo ouro”, como lhe chamam, surge reinterpretado pelos criativos do momento, num piscar de olhos ao vintage décor.

 

Além dos utensílios de cozinha, onde o cobre há muito faz tradição, surgem propostas inusitadas de mobiliário e decoração, que surpreendem tanto pelo design como pelo preço. Há peças para todos os gostos, mas não para todas as carteiras: castiçais, candeeiros, espelhos e molduras, instalações, mesas, estantes, cadeiras e poltronas...

 

Se a moda lhe apetece, mas os cobres não chegam para uma visita às galerias de arte da Escandinávia, passe nos Cobres Cunha. Seriam precisas três voltas ao mundo, e de olhos bem abertos, para encontrar casa mais especializada nestas lides do que aquela que há 80 anos se fixou no nº 8 da Rua da Madalena, em Barcelos.
A recepção é de amigo. E o preço também.


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Artesãs

9 de Novembro de 2013 Nenhum comentário

As tecedeiras, as tecelãs
as tintureiras
as fiadeiras



Presas da magia da cena
desenredando o feitiço
em que o Unicórnio se sujeita


ao capricho


A captura que ama
Ao desejo. Ao enriço
de uma única Dama

 

 Maria Teresa Horta in 'A Dama e o Unicórnio'  [Dom Quixote-Leya, 2013]