Olá freguês!

Janeiro 2014

Barcelos canta de galo na FITUR 2014

27 de Janeiro de 2014 Nenhum comentário

Galo de Barcelos na FITUR 2014© Imagem: Câmara Municipal de Barcelos


Este ano, pela primeira vez, o concelho de Barcelos fez-se representar individualmente na FITUR, a maior feira internacional de turismo. Na edição 2014, que se realizou de 22 a 26 Janeiro, em Madrid, o artesanato e, em particular, o figurado de Barcelos esteve representado pelas obras de alguns dos artesãos mais creditados da nossa praça – como a veterana Júlia Côta, a família Baraça, Conceição Sapateiro ou João Ferreira.


A oferta inesperada de um Galo de Barcelos aos Príncipes das Astúrias, logo no dia da inauguração, fez disparar os flashes e pôs a Capital do Artesanato nas bocas de nuestros hermanos.

 

Artesãos de Barcelos em antena na TSF

14 de Janeiro de 2014 Nenhum comentário

Cumprindo uma rota pelas cidades que integram o Quadrilátero Urbano do Minho, os animadores do programa Terra-a-Terra, da TSF, estiveram em Barcelos à conversa com algumas figuras da nossa praça. Como não podia deixar de ser, falou-se de artesanato e de artesãos.


A artesã Júlia Côta, distinguida com o Prémio Carreira  na  edição de 2013 da Feira de Artesanato de Barcelos, foi uma das convidadas em estúdio. Os ouvintes puderam ainda ouvir extractos das entrevistas às artesãs Jesus Pias e Júlia Ramalho, assim como aos artesãos Francisco e Manuel Mistério (Irmãos Mistério).


O podcast deste programa, emitido em directo no dia 14 de Dezembro de 2013, ficou entretanto disponível e pode ser ouvido aqui.



"Aqui falamos de pessoas"

8 de Janeiro de 2014 Nenhum comentário


© Imagem: Associação S.O.S. Rio Paiva


“… neste livro focamo-nos mais sobre o porquê do fazer e a motivação que leva estas pessoas a continuarem a criar peças de um modo singular, que contrastam com os utensílios massificados a que estamos habituados, aproximando-as muito mais da arte do que do que vulgarmente se entende por artesanato. Desengane-se quem pensa que aqui tratamos de bugigangas, miniaturas ou de algum tipo de souvenirs pitorescos que cabem na bagagem de mão. Aqui falamos de pessoas que dedicam a sua vida a uma arte para criar peças únicas, tecnicamente irreproduzíveis numa era de reprodutibilidade técnica.”

 


Não somos nós que o dizemos, muito embora comunguemos deste manifesto.
A causa é da Associação S.O.S. Rio Paiva, que decidiu avançar com a ideia de registar os ofícios tradicionais que ainda subsistem nos sete municípios ribeirinhos do Vale do Paiva e conhecer melhor quem ainda os exerce.


O livro Os Últimos Artesãos do Vale do Paiva, a lançar na Primavera de 2014, é o produto dessa empreitada. Está neste momento a decorrer uma campanha de angariação de fundos para assegurar a edição desta obra. Quem desejar contribuir pode fazê-lo aqui.

E vão oitenta e dois!

2 de Janeiro de 2014 Nenhum comentário

Cobres Cunha - desde 1932


Há muito muito tempo – há coisa de 100 anos – vivia em Braga um senhor, de seu nome Manoel da Cunha Ferreira, que tinha como ganha-pão um ofício a que chamavam caldeireiro. Diz quem sabe que o nome tem origem na tradição cigana. Contas de outro rosário….
Seja como for, este senhor fazia alambiques, caldeiras, chaminés e outras utilidades em cobre. Fazia-os artesanalmente, que é como quem diz, à força de bater o martelo.


Esse senhor tinha três filhos. Os três enveredaram pelo ofício do pai. Mas é o mais novo que interessa aqui para o caso.


Pois bem, quando o caçula se fez moço e decidiu assentar, foi no livro de assentos do pai que procurou orientação. Pelos registos dos deves e haveres, pareceu-lhe que Barcelos era o caminho. Pelo menos, era dali que vinha grande parte da clientela do pai – ou não fosse Barcelos o maior concelho do país!


João da Cunha Ferreira estabelece-se então em frente da Capela de São José, em Barcelos. E é nos fundos da casa que funda a sua própria oficina de cobres, que abre as portas ao público no dia 2 de Janeiro de 1932 – há precisamente 82 anos! Parabéns!

 

Saber mais sobre os Cobres Cunha



Artigos relacionados:

O cobre está de volta!

Cobres Cunha: Linhagem de Caldeireiros