Olá freguês!

Abril 2014

Crónica de uma sucessão (ainda não) anunciada

28 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Figurado de Júlia Côta


De muitas formas se podia narrar a história de vida de Júlia Côta. Podíamos contá-la a partir do dia em que nasceu, ou antes, partindo da história da sua mãe, a barrista Rosa Côta; ou até antes disso, ainda no século XIX, quando o avô, Domingos Côto, criou o primeiro Galo de Barcelos, como se diz.


Ou podíamos permanecer em silêncio, a observar as molduras que cobrem as paredes do atelier. Também nelas lemos muitas dessas histórias. São dezenas de molduras e nenhuma está a mais numa narrativa que atravessa dezenas e dezenas de anos.


Atentamos nesses retratos, nesses diplomas e nesses prémios. Do seu posto, observa-nos em silêncio, ciente das histórias que essas molduras contam. Lá quando entende que é o momento, intervém, como que a atribuir um sentido aos pequenos pedaços de história ali emoldurados: “Tudo o que aprendi foi com a minha mãe. Não há dia que me sente aqui e que me não lembre dela”.


E o que aprendeu com a Rosa Côta, a quem vai a Júlia ensinar?

O New York Times também veio à feira de Barcelos

23 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Louça de barro na feira de Barcelos


Há trinta anos, o repórter Lonnie Schlein, do New York Times visitou Barcelos e deixou-se encantar pela feira semanal.
Muita coisa mudou desde então – se cá voltasse agora, já não diria que era o único turista ali a cirandar, por exemplo – mas na sua essência, na sua cor e diversidade, a feira de Barcelos continua igualzinha a si mesma.


O relato desta viagem, sob o título Buying crafts under the trees of Barcelos, pode ser lido na versão original, disponível online, ou na modesta tradução que nos atrevemos a fazer.


Do muito escreveu, o essencial ficou dito em poucas linhas:

“(…) A cidade de Barcelos é sobretudo conhecida pela olaria, pela arte popular e pelos artesanatos, que podem ser encontrados no seu famoso mercado.

O dia para visitar Barcelos é a quinta-feira, pois é nesse dia que o Campo da Feira se converte num impressionante mercado. (…) Desde a madrugada até ao meio da tarde, os feirantes vendem mercadorias diversas, que vão desde os atoalhados de renda bordados à mão, aos cestos e aos vasos de bronze e de cobre. Também há artigos de cozinha feitos de madeira, tapetes e colchas trabalhadas à mão, olaria, chapéus de palha e mantas de farrapos. Pode-se equipar uma casa inteira com artigos comprados na feira, do mobiliário ao recheio da despensa. A seleção é muito vasta e os preços bem razoáveis. (...)”


Missão: a maior concentração de Galos de Barcelos

23 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Maior concentração de galos de Barcelos


A próxima edição do programa «Portugal em Festa», da SIC, traz a Barcelos o desafio de criar a maior concentração de Galos de Barcelos.
O record ainda não foi estabelecido, mas já tem data e local determinados: Domingo, dia 27 de Abril, na Praça Pontevedra, em Barcelos.

 

A tenda mais bonita da feira de Barcelos

22 de Abril de 2014 Nenhum comentário

A tenda mais bonita da feira de Barcelos


A tenda do Senhor Carvalho é a mais bonita da feira de Barcelos.
Que nos perdoem os outros feirantes, mas não há tenda que se iguale. Em nenhum outro sítio podemos encontrar, em tão pequena área, uma reconstituição tão fiel das casas e dos modos rurais de antigamente.

Quem teve uma infância no Minho Rural, não deixará de sentir uma estranha supressão do presente ao ver a tenda do senhor Carvalho, que é feirante à quinta-feira e artesão o resto da semana.

 

Nascidos entre linhos e linhas

12 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Ermelinda Rodrigues: bordado de crivo


Se quisessemos, a pretexto da história que vamos narrar, forjar um ditado popular, diríamos que quem nasce entre linhos e linhas, pela certa sabe bordar.


Assim foi com Maria Ermelinda, uma autoridade em matéria de bordados, e em particular no Bordado de Crivo, o bordado tradicional da freguesia de Carreira; e foi também o caso dos seus filhos.


Com três anos – com três anos apenas! – já a Elisabete tecia (“tecer” é uma das quatro fases de execução do Bordado de Crivo). Quem o conta é a mãe, com um misto de vaidade e emoção. E não fossemos nós duvidar da proeza, lá vai revolver os álbuns, à procura da fotografia em que a pequena Elisabete, então com cerca de 3 anos, se apresenta no palco da Mostra de Artesanato de Barcelos, a tecer, a par de outras (não tão) jovens revelações.


Hoje, apenas a filha Elisabete se dedica profissionalmente aos lavores em linho, mas todos os filhos de Ermelinda aprenderam a manejar as agulhas.

Chapéus, houve muitos, em Cambeses

6 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Brasão da freguesia de Cambeses, onde os tradicionais chapéus de palha estão ainda inscritos

De um artigo do Barcelos Popular, datado de 2006, aprendemos que chapéus, houve-os muitos, em Cambeses.

Sendo uma tarefa quase exclusiva das mulheres, a confeção de chapéus de palha de centeio parece ter sido parte fundamental do sustento das famílias da freguesia.


À data em que o artigo foi publicado, havia ainda quem os fizesse e a preocupação então expressa era a viabilidade futura da tradição.


Foi com essa expectativa que nos fizemos ao caminho.
Mas a experiência foi um desolo: do artesanato típico de Cambeses já só resta o brasão da freguesia, onde o chapéu de copa alta e aba larga foi inscrito, como que a fazer jus à memória daquelas mães.


Os transeuntes, apanhados de surpresa e claramente desabituados da pergunta, iam dizendo que não, que não sabiam, que não, que não conheciam; entre os mais velhos, sempre encontrámos quem recordasse uma ou outra chapeleira na família. “Mas agora…”.


De porta em porta, os relatos sucediam-se, sempre no pretérito perfeito.
Ouvimos repetida, até, a história de gente já falecida a quem são ainda endereçados convites para participar em mostras de artesanato.


Na junta de freguesia informaram-nos, por fim, que na rua do Monte existe ainda uma senhora, na casa dos oitenta, que criou os filhos com o sustento dos chapéus. Deram-nos as indicações para lá chegarmos e uma recomendação para não levarmos ilusões.


Sem ilusões, lá fomos.
Recebeu-nos recolhida na cama. Também ela recebera há dias um convite para expor. Mas não vai. 
“Como é que eu ia, nestas condições?”.

Música do coração

2 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Uma letra escrita por Sérgio Godinho é boa, com certeza.

Uma letra escrita por Sérgio Godinho e interpretada pelos Clã é uma beleza!

Se essa música, escrita por Sérgio Godinho e interpretada pelos Clã, se chamar Artesanato, é uma música do coração
... que não nos sai da cabeça!


Artesanato

exercício de estilo

intencionalmente

tão perfeito e inexacto

...

Oi  Ei

Ai que falta me fez

o teu artesanato



Para ouvir aqui.

 

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Sessão de esclarecimentos sobre Incentivos a Unidades Produtivas Artesanais

1 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Incentivos de Apoio a Unidades Produtivas Artesanais Certificadas


A Associação de Artesãos da Região Norte (AARN) está a promover, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), uma sessão de esclarecimento sobre os incentivos de apoio às unidades produtivas artesanais certificadas.
Esta formação terá lugar no dia 7 de Abril, às dez horas, no CACE Cultural do Porto.
A participação requer inscrição prévia, através do formulário disponível aqui.