Olá freguês!

Junho 2014

Vime aos molhos

22 de Junho de 2014 Nenhum comentário


Mesmo a quem nunca nutriu particular afeição pelo vime e suas aplicações bastará a observação de uma meia dúzia de artigos para notar diferenças substantivas na cor, na espessura e no acabamento.

Não é propriamente da variedade de espécies de vime que advém a diversidade. Pelo menos, no Minho. O vime que usam os nossos cesteiros tem origem em Santiago do Chile, de onde os caules vêm aos molhos, já cozidos, descascados, secos e prontos a usar.

[Recortes] "Portugal tem quase 100 mil artesãos"

19 de Junho de 2014 Nenhum comentário

"Tem havido uma leitura mais moderna daquilo que é o artesanato, já não a visão do artesanato como os restos de coisas. Hoje há cada vez mais gente qualificada agarrada aos produtos artesanais."

 

Abílio Vilaça, Presidente da Adere-Minho, em entrevista ao Correio do Minho.

 

Manifesto pela justa retribuição do trabalho ao tear

16 de Junho de 2014 Nenhum comentário


Houve um tempo em que as mulheres do campo preteriram a lavoura em favor do tear.

Não é que o pente do tear exigisse menos do corpo do que a enxada, mas era um trabalho executado em casa, ao abrigo do sol inclemente e da chuva desabrida e a jeito de manter os filhos debaixo de olho.

A crer nos proverbiais dizeres, que algum fundamento terão, o ofício de tecedeira, além de mais cómodo, seria meio válido de sustento:

 

Fias e teces e o lar enriqueces.

A fiar e a tecer ganha a mulher de comer.


Outros tempos!

[Recortes] Da cultura artesã na arquitectura tradicional portuguesa

13 de Junho de 2014 Nenhum comentário

Detalhe de um puxador.  © Old Portuguese Stuff


"Ainda vamos a tempo de recuperar, de dinamizar de novo a produção artesã — ela ainda não desapareceu completamente."


Quem o diz é Catarina Santos, um dos elementos da dupla de arquitectos que dinamiza o blog "Old Portuguese Stuff" - uma espécie de catálogo de pormenores da arquitectura tradicional portuguesa em que a cultura e o trabalho artesanal estão inequivocamente inscritos....ainda que em risco.

A cultura anónima está viva e para ficar!

12 de Junho de 2014 Nenhum comentário

Flauta de cebola artesanal do colectivo Tornadouro


Se a cultura anónima está condenada ao declínio e à extinção?

Não necessariamente. Pode ser que um floricultor tenha guardado as sementes e as lance na terra lavrada e as regue e as vigie até a planta brotar. Foi o que fez o colectivo que agora se associa a este projecto, trazendo ao nosso catálogo um conjunto de objetos já desaparecidos ou em vias de extinção. É o caso da castanhola de cana rachada, da flauta de cebola e da boneca de folhelho.


A inspiração é a cultura anónima extinta ou em vias de extinção, mas o agente da redenção tem nome: Tornadouro. Se os vindouros não souberem quem foram e o que fizeram, não faz mal; a cultura popular vai sobreviver para contar a história.

Ao natural é mais barato?

3 de Junho de 2014 Nenhum comentário

Cesta de Junco em cor natural


Se as cestas junco tradicionais são tingidas e as cestas de cor natural não são, não deveriam estas ser mais baratas? Afinal, dão menos trabalho!

Ou não?


É verdade que os tradicionais motivos geométricos requerem o tingimento prévio das fibras de junco, em diferentes cores, e que esse processo é muito trabalhoso. Mas as cestas de cor natural também não ficam a dever ao esforço.