Olá freguês!

Novembro 2014

[Recortes] A roca e o fuso

23 de Novembro de 2014 Nenhum comentário

"(...) e ao mesmo tempo olhava cheio de deslumbramento os dedos da Mãe, que, alvos de neve, fiavam linho. E tanto se encheu da imagem do pintassilgo, tanto olhou a roca, o fuso, e aqueles dedos destros e maravilhosos, que daí a pouco deixou cair a cabeça tonta de sono no regaço virgem da Mãe."

 

Jesus, in 'Os Bichos', Miguel Torga.


Obra parada

23 de Novembro de 2014 Nenhum comentário

© Tiago Perestrelo


"Há alguns anos a Camacha era muito conhecida tanto na ilha [da Madeira] como fora dela, pela qualidade da sua obra de vimes. Esta indústria de artesanato era próspera e empregava alguma da população local. Num passado recente, devido ao envelhecimento dos seus executantes e também ao aparecimento de materiais parecidos ao vime e mais baratos, esta indústria sofreu um tombo gigantesco".


Quem o diz é Tiago Perestrelo, que cresceu na Camacha, "entre fardos de vime e pessoas que dedicaram a sua vida a essa arte", e é autor da série fotográfica «Vimes», em exposição na Casa da Cultura de Santa Cruz, na Madeira, até 14 de Janeiro de 2015.

Ubigo - Mother made. Para os meninos da mamã!

15 de Novembro de 2014 Nenhum comentário

U'bigo - Mother Made Imagem: © Ubigo – Mother Made


A Ubigo - Mother made é uma marca de alcofas e enxovais para bebé que nos é particularmente querida.

Primeiro, pelo primor das suas criações, pensadas com o detalhe e o carinho de Mãe: os lençóis, as mantas, as colchas, os lacinhos, os versos bordados, os estampados.


Do pensar ao fazer vai um grande caminho, mas a Mãe deste projecto não deixa nada por mãos alheias. Ela sonha, ela faz! Tudo feito com materiais naturais, como o algodão, a lã, o linho e com recursos a técnicas tradicionais, como o crochet, o patchwork e os bordados dos lenços de namorados.


Seriam razões bastantes para nos rendermos aos encantos de um projecto assim, mas há que dizê-lo: isto também mexe com o nosso próprio u'bigo. É daqui que saem as alcofas de verga antes de serem transormadas em ninhos tão acolhedores como a própria barriguinha da mãe. E isso deixa-nos, naturalmente, babados...

Bem feito!

7 de Novembro de 2014 Nenhum comentário


" Mi familia está llena de personas artesanas, todos con sus oficios, trabajadores y amantes de lo bien hecho. Recuerdo a mi abuelo tallando madera y haciéndo un reloj parte por parte. (…)


Creo desde siempre en el valor de lo realizado en pequeña producción, con cariño y poniendo mucho de nosotros mismos. Creo en la relación afectiva que se adquiere con los objetos al igual que con las personas, es una relación con la historia de los mismos y con todo un mundo de sensaciones y emociones creadas alrededor de estas cosas con alma que forman parte de la vida.


Creo en el talento y la creatividad de muchas personas que he conocido y la alegría que es tener un objeto único e irrepetible del que sabes su historia, su procedencia, la persona que lo ha hecho, todo íntimamente conectado con el mundo de las emociones, es el SLOW-THINGS, consumir con conciencia, con conocimiento.
"


Yolanda Blanco, Room Hands