Olá freguês!

Feira de Barcelos

Bem feito!

7 de Novembro de 2014 Nenhum comentário


" Mi familia está llena de personas artesanas, todos con sus oficios, trabajadores y amantes de lo bien hecho. Recuerdo a mi abuelo tallando madera y haciéndo un reloj parte por parte. (…)


Creo desde siempre en el valor de lo realizado en pequeña producción, con cariño y poniendo mucho de nosotros mismos. Creo en la relación afectiva que se adquiere con los objetos al igual que con las personas, es una relación con la historia de los mismos y con todo un mundo de sensaciones y emociones creadas alrededor de estas cosas con alma que forman parte de la vida.


Creo en el talento y la creatividad de muchas personas que he conocido y la alegría que es tener un objeto único e irrepetible del que sabes su historia, su procedencia, la persona que lo ha hecho, todo íntimamente conectado con el mundo de las emociones, es el SLOW-THINGS, consumir con conciencia, con conocimiento.
"


Yolanda Blanco, Room Hands

Do 'saber-fazer' ao 'saber-para-que-fazer'

7 de Setembro de 2014 Nenhum comentário

 

Há tempos, fizemos aqui referência à obra The Craftsman de Richard Sennett, a que chegámos através do blog Virtual Illusion, que ensaia uma delimitação dos conceitos de artista e de artesão.


O encontro inesperado com o artesão Norbert Schwabl, ontem, na Feira de Artesanato de Famalicão, fez-nos pensar na pertinência de um exercício similar cingido, desta feita, ao próprio conceito de Artesão.


O que é verdadeiramente o Artesão? O que distingue o Habilidoso do Artesão? Basta saber-fazer? Ou é preciso Saber-para-que-fazer?

Nuestros hermanos, os cesteiros de Vigo

3 de Setembro de 2014 Nenhum comentário


No casco velho da vizinha cidade de Vigo, no exacto ponto para onde apontam os roteiros turísticos, há uma ruela medieva que apela aos transeuntes, como se a subida sinuosa prometesse uma oculta recompensa, lá atrás daquela última esquina. Quem, por distração ou por efeito do cansaço da subida, não prestar atenção à sinalética toponímica, intuitivamente a lembrará pelo seu nome efectivo – Rua dos Cesteiros.


Foram portugueses os cesteiros que lhe deram o nome. Ali se foram estabelecendo, desde o século XVIII, vindos da freguesia de Gonçalo, na Guarda, ainda hoje conhecida pela sua proeminência no ofício da cestaria.


Joaquim Esteves: "Gosto de arte, mas não gosto de artistas"

19 de Agosto de 2014 Nenhum comentário

Joaquim Esteves, artesão caricaturista


Joaquim Esteves
é um artesão barcelense e não renega a sua condição. Mas até o observador menos avisado notará no seu trabalho uma ruptura em relação à linguagem estética que caracteriza a generalidade dos artesãos barcelenses.


Com as devidas distinções e marcas pessoais, o que sobressai no artesanato de Barcelos é uma identidade colectiva, com enraizamento no folclore regional, e que transparece nas temáticas, nas formas e nas cores. Nas peças de Joaquim Esteves é outro o discurso – um discurso crítico, mordaz, imune a filtros ou conveniências sociais:


"Uma vez fiz uma exposição e tinha uma peça que era "o embrião do artista". A minha peça era um poio. Isto é a minha definição do artista. O artista, no fundo, é um monte de merda."


São palavras proferidas em discurso directo neste documentário, da autoria de Marco Vale,
que é, a nosso ver, uma boa introdução ao artesão e à sua postura pessoal e artística. Parece não haver margem para meios-termos: ou se ama ou se detesta!

[Recortes] "O novo ar da tradição"

17 de Agosto de 2014 Nenhum comentário

Triagem do junco.  ©Tilo Wagner/DW©Tilo Wagner/DW

Em Maio último, o repórter Tilo Wagner, da publicação alemã DW – Deutsch Welle, visitou a freguesia da Castanheira, onde historicamente se concentra a actividade de esteiraria em junco, em Portugal.

Nas oficinas improvisadas das velhas esteireiras, o repórter notou o declínio desta arte, que se justifica pela dureza do trabalho e, consequentemente, pela não renovação de uma geração de artesãos capazes de o executar,  mas assinalou também indícios animadores de um certo rejuvenescimento da tradição.

O seu testemunho fica registado num artigo intitulado “O novo ar da tradição” (The new look of tradition, no original).

Arte vs Artesanato. Artista vs Artesão.

13 de Julho de 2014 Nenhum comentário

 

De um texto resgatado do blog Virtual Illusion, em torno do livro The Craftsman de Richard Sennet, e à volta do qual andamos há largas semanas, extraimos um trecho que nos parece particularmente pernitente, porquanto ensaia uma resposta a uma das perguntas mais recorrentes na abordagem conceptual do Artesanato:

Como se distingue a Arte do Artesanato, o Artista do Artesão?

De Alcobaça ou de Forjães?

8 de Julho de 2014 Nenhum comentário


As cestas, seiras ou alcofas de junco provêm tradicionalmente de Alcobaça e de Forjães, onde a actividade de esteiraria em junco tem raízes históricas e sociais.

Idênticas na forma e nos usos, as cestas de Alcobaça e as de Forjães não são exactamente iguais. Aprenda a distingui-las!

Vime aos molhos

22 de Junho de 2014 Nenhum comentário


Mesmo a quem nunca nutriu particular afeição pelo vime e suas aplicações bastará a observação de uma meia dúzia de artigos para notar diferenças substantivas na cor, na espessura e no acabamento.

Não é propriamente da variedade de espécies de vime que advém a diversidade. Pelo menos, no Minho. O vime que usam os nossos cesteiros tem origem em Santiago do Chile, de onde os caules vêm aos molhos, já cozidos, descascados, secos e prontos a usar.

[Recortes] "Portugal tem quase 100 mil artesãos"

19 de Junho de 2014 Nenhum comentário

"Tem havido uma leitura mais moderna daquilo que é o artesanato, já não a visão do artesanato como os restos de coisas. Hoje há cada vez mais gente qualificada agarrada aos produtos artesanais."

 

Abílio Vilaça, Presidente da Adere-Minho, em entrevista ao Correio do Minho.

 

Manifesto pela justa retribuição do trabalho ao tear

16 de Junho de 2014 Nenhum comentário


Houve um tempo em que as mulheres do campo preteriram a lavoura em favor do tear.

Não é que o pente do tear exigisse menos do corpo do que a enxada, mas era um trabalho executado em casa, ao abrigo do sol inclemente e da chuva desabrida e a jeito de manter os filhos debaixo de olho.

A crer nos proverbiais dizeres, que algum fundamento terão, o ofício de tecedeira, além de mais cómodo, seria meio válido de sustento:

 

Fias e teces e o lar enriqueces.

A fiar e a tecer ganha a mulher de comer.


Outros tempos!