Olá freguês!

Cestaria Alvarinho: quatro mãos não chegam!

25 de Novembro de 2013 Deixe um comentário Ver comentários

Atirados ao sol, no quintal das traseiras, os cestos de lenha fazem adivinhar a vontade de lareira que já acomete a freguesia, nestes últimos dias de Outono. No ar, paira ainda o cheiro de verniz que uma tarde de sol não secou completamente.

Foi com a mulher que diligenciámos a visita, mas é ao homem que cabem as honras da casa. Era ainda madrugada quando a Júlia abalou, no camião atravancado de obra, rumo à feira dos Domingos.

A recepção amistosa não disfarça o nervoso miudinho. É que o tempo escasseia. São 400 cestos para entregar até ao final da semana e as mãos são só duas. Não em rigor, verdade seja dita. O mais velho já ajuda na oficina, mas o tempo corre veloz e as mãos são sempre poucas.

Pois não o façamos perder tempo. Uma visita rápida à oficina e duas de treta, com a promessa de retorno.

 

Não se inquiete o leitor, que a pergunta não ficou pendurada. Não, este Alvarinho nada tem que ver com o vinho verde – excepção devida aos cestos das vindimas… Este é só um caso de baptismo popular. É do lado da mulher que vem o nome e o ofício. O avô era Álvaro, “Alvarinhos” ficaram os filhos e netos e quem mais se lhes uniu. Não são precisas mais indicações. Na freguesia de Silveiros, quem tem boca vai lá ter.

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