Olá freguês!

A brincar é que a gente se entende

Fernando Soares - alfaias agrícolas em miniatura e brinquedos tradicionais de madeira

Não nos surpreenderia ter visto gnomos e duendes a seriar as peças das criaturas articuladas que povoam o atelier do senhor Soares. Do meio das máquinas e ferramentas, emergem as personagens de um imaginário que se perde na memória dos tempos. Até o Zé Moleiro anda por ali...


E não será de espantar ver, vez por outra, umas pernas ou uns braços como-que-perdidos. Perdidos não estão, só aguardam a vez de serem articulados a um qualquer Malaquias pinchão.


E ainda não vimos nada! Encostados a uma parede, empilham-se, como construções de legos, caixas e caixas de cartão, cheias de brinquedos. Com desembaraço, desempilha-as e volta a empilhá-las, para nos mostrar aviões e avionetas, comboios, carrinhos, patos, carrosséis, cavalinhos, iô-iôs, piões, fisgas, “rapas”, jogos do galo, e "pinta-tu".


Noutra caixa, teares, sarilhos e um rol de outros utensílios do linho de que já nem lembramos o nome - tudo em miniatura, porque tem mais graça a fazer-de-conta.


De vez em quando, suspende aquele abre-caixa-fecha-caixa, tira qualquer coisa das entranhas do papelão e pergunta, sem realmente esperar resposta, porque há muito que sabe que sim: “É mesmo giro, não é?”.


Viemos embora intrigados: será mesmo na Lapónia a oficina do Pai Natal?

 

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