Olá freguês!

Recomendações de leitura (rápidas) para as férias

15 de Agosto de 2017 Deixe um comentário Ver comentários

O país vai a banhos em Agosto e é entre os mergulhos no mar que muitos portugueses mergulham nas leituras.


Para quem ainda não fechou a lista, deixamos algumas recomendações de leituras sobre artesanato e artesãos (what else?), um assunto que parece ter, finalmente, despertado a atenção da imprensa.


São leituras light – breves, de fácil digestão – para que possa rapidamente voltar a mergulhar ;)

 

Imagem via Expresso. Direitos Reservados.

 

«À procura de artesãos no tempo dos ecrãs táteis»   Expresso, 13.08.2017 
“ (… ) Ao contrário do preconceito que possa persistir, de que o trabalho do artesão é pesado, sujo e moroso e de que a produção não se adaptou ao consumidor contemporâneo, “o artesanato não ficou estagnado”, sublinha Luís Rocha. O sector está a rejuvenescer e a qualificar-se. (…)

O responsável do CEARTE (que integra a rede do Instituto do Emprego e Formação Profissional) acredita que a formação superior conjugada com a técnica adquirida nos cursos profissionais resulta na evolução criativa que tem dinamizado o sector. Ao mesmo tempo, “a procura [de produções artesanais] tem aumentado porque o mercado está cansado do produto massificado e quer, cada vez mais, objetos com forte cariz cultural, identitários e diferenciadores”.

Cabe ao artesão “ganhar essa oportunidade”, analisa o diretor, que defende o investimento em marcas culturais com design de luxo.”

 

«Nas mãos do luxo»   Expresso, 30.07.2017
“Uma nova geração de artesãos, mais sofisticados e inovadores, oferece hoje os mais variados produtos exclusivos, personalizados e caros. São os novos luxos feitos à mão, por medida e sem direito a cópias. É uma tendência de mercado ao mais alto nível que já tem um filão de seguidores. Uma elite a trabalhar para outra. (…)

Quem realmente quer um objeto de luxo hoje está a procurar outro tipo de soluções, está a ir ter com os artesãos. O que tem provocado o renascimento da manufatura, aquilo a que o mundo chama craftmanship. Eles, por outro lado, perceberam que havia mercado e que podiam avançar. (…)

Tudo neste mundo é sofisticação. Estes artífices já não trabalham como os velhos artesãos, embora aprendam com os grandes mestres. Têm um grau de requinte muito mais elevado para corresponderem a esta nova forma de luxo.”

 

«Reinventar a tradição»   Expresso, 11.06.2017

Transformar o barro de Bisalhães, património da Unesco, em objetos de design moderno é a aposta de dois jovens de Vila Real. O segredo está na cozedura.

 

 

«Artesãos regressam a um negócio massificado»   Expresso, 21.08/2016

“O vestuário e o calçado masculinos estão a voltar às origens. Depois da massificação generalizada em meados do século XX, a indústria da moda está a olhar mais para trás, para a roupa feita à medida, para explorar um novo segmento de negócio, que capitaliza a exclusividade do que é feito com moldes próprios, aproveitando as facilidades de produção e logística desenvolvidas com a moda padronizada. O resultado são peças exclusivas, não tão caras como os tradicionais alfaiates, nem tão baratas e impessoais como as marcas multinacionais em cadeia.”

 



4 Razões por que comprar artigos artesanais é bom para todos*    The Good Trade

Há muitas coisas em que pensamos quando compramos alguma coisa – a marca, o preço, o estilo e os materiais – mas os consumidores estão cada vez mais preocupados com a forma como os produtos são fabricados. Essa linha de pensamento, que tem vindo a ser identificada como consumo responsável, é um movimento liderado pela geração Millennials e que procura causar um impacto positivo no mundo através de nossas opções de consumo diárias. Embora existam muitas maneiras de fazer isso, comprar produtos artesanais pode ser particularmente significativo para todos os envolvidos. (…) Comprar produtos que são feitos à mão, por artesãos, pode ser uma alternativa poderosa à produção em massa, que os consumidores conscientes (e aspirantes a sê-lo) não querem apoiar.


Há um número cada vez maior de marcas (…) que trabalham com artesãos para criar e criar produtos artesanais para o mercado internacional. Essas empresas têm na sua base valores sociais e modelos de negócios regulados por princípios ético-sociais.


Embora cada marca seja diferente, e nem todas tenham os mesmos padrões sociais e ambientais, existem algumas razões gerais pelas quais comprar produtos artesanais pode ser bom para todos:

 

1) Sustentabilidade económica: o artesanato pode gerar um sustento digno para os artesãos e suas famílias

2) Ambiente: a produção artesanal é melhor para o ambiente;

3) Desenvolvimento social: trabalhadores com melhores condições de vida contribuem para o desenvolvimento das suas comunidades;

4) Qualidade e durabilidade: Produtos bem confecionados duram muito mais.

 [* tradução livre, a partir do original em inglês]




Boas leituras e boas férias ;)

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