Olá freguês!

RTP disponibiliza reportagem de 1968 com Rosa Ramalho

A RTP acaba de disponibilizar online um arquivo com mais de 6000 peças produzidas para rádio e televisão desde 1936 –  em boa verdade, um “repositório da memória coletiva nacional, com um património cujas origens remontam ao início das emissões regulares da Rádio e da Televisão.


Dos milhares de bons motivos por que vale a pena perder-se a navegar por este acervo, destacamos um que nos é particularmente querido: é uma reportagem de 1968 com a ceramista Rosa Ramalho, já então com 80 anos (viria a falecer em 1977) – uma personalidade de “sensibilidade inquieta”, como faz notar o repórter, e que é ainda hoje considerada um vulto maior da arte popular portuguesa e do figurado de Barcelos, em particular.

Nesta peça pode-se apreciar a ceramista a moldar “lenta e laboriosamente” o barro, segundo a “técnica do rolo”, useira nas suas peças; e relatar, na primeira pessoa, e naquele seu jeito espontâneo e por vezes rude que bem recorda quem com ela privou, pormenores da sua vida e da sua obra (se é que pode uma ser separada da outra): o dia do casamento, de que pouco mais recorda, além de que teve lugar a uma quinta-feira; o gosto que seria morar em Lisboa, reconhecendo, contudo, que lá não poderia ter o seu forno; e as impressões que lhe suscitam as pinturas de Picasso, vistas pela primeira vez num livro trazido pelo repórter propositadamente para esta provocação; os sete filhos e os 22 netos, entre as quais aquela que viria a ser a sua sucessora, Júlia Ramalho.


Um tesourinho para ver e ouvir aqui: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/rosa-ramalho/

 

 

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