Olá freguês!

Posts tagged 'artesãos'

Conta-nos como foi, Agustina: os ofícios tradicionais portugueses na literatura

14 de Junho de 2018 Nenhum comentário

 

Tamanqueiro confere o tamanho dos pausPauzeiro confere o tamanho dos paus onde a sola vai ser pregada, para formar os tradicionais tamancos. Pauzeiro e tamanqueiro são ofícios em extinção.  © Feira de Barcelos

 

Agustina Bessa-Luís é um nome incontornável da literatura contemporânea portuguesa.
Nas personagens d'A Sibila, obra-prima publicada pela primeira vez em 1954, assistimos ao desfilar dos ofícios tradicionais portugueses, que caracterizam a vida das comunidades rurais do Minho e Douro de meados do século XX. Em apenas três páginas, é-nos apresentada a fiadeira, a tecedeira e o tamanqueiro.

 

É à preservação destes ofícios ou, pelo menos, do saber-fazer que lhes subjaz, que nos dedicamos.
Por isso, é sempre um encanto quando alguém se presta a contar como foi. Sobretudo, se se trata de uma contadora de histórias da dimensão desta querida autora.

Recomendações de leitura (rápidas) para as férias

15 de Agosto de 2017 Nenhum comentário

Imagem via Expresso. Direitos Reservados.


O país vai a banhos em Agosto e é entre os mergulhos no mar que muitos portugueses mergulham nas leituras.

Para quem ainda não fechou a lista, deixamos algumas recomendações de leituras sobre artesanato e artesãos (what else?), um assunto que parece ter, finalmente, despertado a atenção da imprensa.

São leituras light – breves, de fácil digestão – para que possa rapidamente voltar a mergulhar ;)

Como obter a Carta de artesão ou unidade produtiva artesanal?

10 de Novembro de 2016 Nenhum comentário

Como obter a carta de artesão
“Como obter a Carta de artesão ou unidade produtiva artesanal?”
Quarta-feira, 16 Novembro | 17h00-18h30 | Centro de Incubação e Aceleração de Gondomar

 

O estatuto do artesão e da unidade produtiva artesanal e os apoios do IEFP ao artesanato, no âmbito do programa 'Artes e Ofícios', são os temas em debate nesta sessão de esclarecimento gratuita, organizada pela ANJE.

O objetivo é partilhar com os novos artesãos e profissionais em exercício os benefícios inerentes à obtenção da carta de artesão ou unidade produtiva artesanal.

 

Do 'saber-fazer' ao 'saber-para-que-fazer'

7 de Setembro de 2014 Nenhum comentário

 

Há tempos, fizemos aqui referência à obra The Craftsman de Richard Sennett, a que chegámos através do blog Virtual Illusion, que ensaia uma delimitação dos conceitos de artista e de artesão.


O encontro inesperado com o artesão Norbert Schwabl, ontem, na Feira de Artesanato de Famalicão, fez-nos pensar na pertinência de um exercício similar cingido, desta feita, ao próprio conceito de Artesão.


O que é verdadeiramente o Artesão? O que distingue o Habilidoso do Artesão? Basta saber-fazer? Ou é preciso Saber-para-que-fazer?

Arte vs Artesanato. Artista vs Artesão.

13 de Julho de 2014 Nenhum comentário

 

De um texto resgatado do blog Virtual Illusion, em torno do livro The Craftsman de Richard Sennet, e à volta do qual andamos há largas semanas, extraimos um trecho que nos parece particularmente pernitente, porquanto ensaia uma resposta a uma das perguntas mais recorrentes na abordagem conceptual do Artesanato:

Como se distingue a Arte do Artesanato, o Artista do Artesão?

Sessão de esclarecimentos sobre Incentivos a Unidades Produtivas Artesanais

1 de Abril de 2014 Nenhum comentário

Incentivos de Apoio a Unidades Produtivas Artesanais Certificadas


A Associação de Artesãos da Região Norte (AARN) está a promover, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), uma sessão de esclarecimento sobre os incentivos de apoio às unidades produtivas artesanais certificadas.
Esta formação terá lugar no dia 7 de Abril, às dez horas, no CACE Cultural do Porto.
A participação requer inscrição prévia, através do formulário disponível aqui.



"Aqui falamos de pessoas"

8 de Janeiro de 2014 Nenhum comentário


© Imagem: Associação S.O.S. Rio Paiva


“… neste livro focamo-nos mais sobre o porquê do fazer e a motivação que leva estas pessoas a continuarem a criar peças de um modo singular, que contrastam com os utensílios massificados a que estamos habituados, aproximando-as muito mais da arte do que do que vulgarmente se entende por artesanato. Desengane-se quem pensa que aqui tratamos de bugigangas, miniaturas ou de algum tipo de souvenirs pitorescos que cabem na bagagem de mão. Aqui falamos de pessoas que dedicam a sua vida a uma arte para criar peças únicas, tecnicamente irreproduzíveis numa era de reprodutibilidade técnica.”

 


Não somos nós que o dizemos, muito embora comunguemos deste manifesto.
A causa é da Associação S.O.S. Rio Paiva, que decidiu avançar com a ideia de registar os ofícios tradicionais que ainda subsistem nos sete municípios ribeirinhos do Vale do Paiva e conhecer melhor quem ainda os exerce.


O livro Os Últimos Artesãos do Vale do Paiva, a lançar na Primavera de 2014, é o produto dessa empreitada. Está neste momento a decorrer uma campanha de angariação de fundos para assegurar a edição desta obra. Quem desejar contribuir pode fazê-lo aqui.

E vão oitenta e dois!

2 de Janeiro de 2014 Nenhum comentário

Cobres Cunha - desde 1932


Há muito muito tempo – há coisa de 100 anos – vivia em Braga um senhor, de seu nome Manoel da Cunha Ferreira, que tinha como ganha-pão um ofício a que chamavam caldeireiro. Diz quem sabe que o nome tem origem na tradição cigana. Contas de outro rosário….
Seja como for, este senhor fazia alambiques, caldeiras, chaminés e outras utilidades em cobre. Fazia-os artesanalmente, que é como quem diz, à força de bater o martelo.


Esse senhor tinha três filhos. Os três enveredaram pelo ofício do pai. Mas é o mais novo que interessa aqui para o caso.


Pois bem, quando o caçula se fez moço e decidiu assentar, foi no livro de assentos do pai que procurou orientação. Pelos registos dos deves e haveres, pareceu-lhe que Barcelos era o caminho. Pelo menos, era dali que vinha grande parte da clientela do pai – ou não fosse Barcelos o maior concelho do país!


João da Cunha Ferreira estabelece-se então em frente da Capela de São José, em Barcelos. E é nos fundos da casa que funda a sua própria oficina de cobres, que abre as portas ao público no dia 2 de Janeiro de 1932 – há precisamente 82 anos! Parabéns!

 

Saber mais sobre os Cobres Cunha



Artigos relacionados:

O cobre está de volta!

Cobres Cunha: Linhagem de Caldeireiros



Artesãs

9 de Novembro de 2013 Nenhum comentário

As tecedeiras, as tecelãs
as tintureiras
as fiadeiras



Presas da magia da cena
desenredando o feitiço
em que o Unicórnio se sujeita


ao capricho


A captura que ama
Ao desejo. Ao enriço
de uma única Dama

 

 Maria Teresa Horta in 'A Dama e o Unicórnio'  [Dom Quixote-Leya, 2013]