Olá freguês!

Chapelaria

A chapelaria em palha emprega técnicas de entrelaçamento semelhantes às que se utilizam na cestaria e em outros ofícios artesanais que utilizam as fibras vegetais como matéria-prima. No Minho, onde a confeção de chapéus em palha de centeio já foi actividade intensa, era comum ver as mulheres "fazerem fita na rua", em andamento, a caminho da igreja ou da mercearia. A fita, resultante do entrelaçamento das fibras, era depois vendida a outras mulheres que as uniam umas às outras em pequenas máquinas de costura domésticas, constituindo chapéus de variadas forma e para diferentes finalidades: de abas largas, de abas curtas, de copa alta, de copa baixa. Os nomes por que ficaram popularmente conhecidos derivam ora da forma, da origem ou do uso que se lhes atribuiu: "Travessão", o chapéu de abas muito largas, usado maioritariamente nas lides do campo; "Tirolês", o chapéu masculino de passeio, reprodução do modelo alpino; "Tonico", inspirado na personagem da telenovela 'Gabriela, Carvo e Canela'; Vaso, o chapéu de senhora de abas curtas e copa em forma de V invertido; "Capelina", o chapéu de copa quadrangular. É como diz o outro: chapéus há muitos!